A toda cidade, independentemente do tamanho, corresponde um louco (ou mais), que cumpre a função de referendar, por contraste, a normalidade do restante da população, apaziguando assim a urbe, que, conformada, vê no louco a imagem injustificável (apesar de secretamente desejada) do ser livre que seriam, não fosse a liberdade um gesto tão vergonhoso.
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