October 18, 2011
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Em 1991, eu tinha 9 anos, Guilherme, 8.
Em 2011, eu tenho 29, mas Guilherme não envelheceu.
Fui assaltado hoje por uma imagem que me marcou a infância: entre buscas despretensiosas no Google, surgiu a face sorridente de Guilherme, desaparecido aos 8 anos em Curitiba. Eu vivia no interior do Paraná, e lembro-me de ver a sua fotografia estampada em incontáveis edições de jornais e caixas de leite. Nova busca, seu nome completo e mais um golpe imediato à memória: os detalhes do caso e a lembrança do medo que tive então de que o mesmo se passasse comigo.
Proust às avessas.

Em 1991, eu tinha 9 anos, Guilherme, 8.

Em 2011, eu tenho 29, mas Guilherme não envelheceu.

Fui assaltado hoje por uma imagem que me marcou a infância: entre buscas despretensiosas no Google, surgiu a face sorridente de Guilherme, desaparecido aos 8 anos em Curitiba. Eu vivia no interior do Paraná, e lembro-me de ver a sua fotografia estampada em incontáveis edições de jornais e caixas de leite. Nova busca, seu nome completo e mais um golpe imediato à memória: os detalhes do caso e a lembrança do medo que tive então de que o mesmo se passasse comigo.

Proust às avessas.

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